<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395</id><updated>2011-07-14T21:32:55.200-03:00</updated><title type='text'>Lesvairadas</title><subtitle type='html'>Trabalhos das Participantes da Oficina Literaria do Grupo Umas &amp; Outras</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lesvairadas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pig Biss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10031720541418940050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-109534516788908016</id><published>2004-09-16T11:31:00.000-03:00</published><updated>2004-09-16T11:32:47.890-03:00</updated><title type='text'>Dádiva</title><content type='html'>Dádiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus lábios&lt;br /&gt;Livres se abrem,&lt;br /&gt;E oferecem doce caminho,&lt;br /&gt;Ao desfrutar dos beijos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da tua boca molhada,&lt;br /&gt;Transbordante e arfante,&lt;br /&gt;Escorre,&lt;br /&gt;Saliva doce que me inunda,&lt;br /&gt;Se expondo aos meus sentidos,&lt;br /&gt;Abrem-se as pernas sobre mim,&lt;br /&gt;O calor de tua carne,&lt;br /&gt;Me penetra,&lt;br /&gt;Teus fluidos fartos me invadem,&lt;br /&gt;Transmitindo-me a dádiva profana da vida,&lt;br /&gt;Onde todos os desejos habitam,&lt;br /&gt;Tenho infinita ânsia em te amar,&lt;br /&gt;Sem qualquer constrangimento,&lt;br /&gt;E compartilhar,te fazer sentir,&lt;br /&gt;A felicidade desse momento.&lt;br /&gt; Aura.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-109534516788908016?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109534516788908016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109534516788908016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109534516788908016' title='Dádiva'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-109381792908814669</id><published>2004-08-29T19:13:00.000-03:00</published><updated>2004-08-29T19:18:49.086-03:00</updated><title type='text'>Brincadeira</title><content type='html'>Brincadeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me convidas para cama&lt;br /&gt;E ofereces um brinquedo,&lt;br /&gt;Folguedo,&lt;br /&gt;Em teu ventre, lambe e corre,&lt;br /&gt;Roda-Roda em teu umbigo&lt;br /&gt;Abrigo,&lt;br /&gt;Mordiscar os teus mamilos,&lt;br /&gt;Escalar os montes dos teus seios,&lt;br /&gt;Enleio,&lt;br /&gt;Brincar com as tuas pernas,&lt;br /&gt;Afasta-las em vitória,&lt;br /&gt;Que glória,&lt;br /&gt;Cavalgando tuas nádegas,&lt;br /&gt;Como amazona apaixonada,&lt;br /&gt;Me sinto,&lt;br /&gt;Me vira, rende e me explora,&lt;br /&gt;Mãos e língua me devora,&lt;br /&gt;Consinto,&lt;br /&gt;Nossas mãos entrelaçadas,&lt;br /&gt;Nossas vulvas encaixadas,&lt;br /&gt;Espero,&lt;br /&gt;Teu abraço convulsivo,&lt;br /&gt;Singelo, forte, completivo,&lt;br /&gt;Te chamo,&lt;br /&gt;Te amo,&lt;br /&gt;Te amo,&lt;br /&gt;Te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aura&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-109381792908814669?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109381792908814669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109381792908814669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109381792908814669' title='Brincadeira'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-109335815169225113</id><published>2004-08-24T11:30:00.000-03:00</published><updated>2004-08-24T11:35:51.693-03:00</updated><title type='text'>Conto e Poemas</title><content type='html'>Amigos,  a nossa colega Ingrid enviou  mais um conto e dois poemas  de  sua  autoria , leiam e comentem&lt;br /&gt;Um abraço&lt;br /&gt;Aura&lt;br /&gt;Vidraças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ato I&lt;br /&gt;            Cinzas. Vidraças nebulosas, não se enxerga a noite. No emaranhado de tantas certezas, outras incertezas. Por que a busca no outro? Enlaçar seus fios em outros fios dos quais não lhe pertencem? O quarto fecha-se cada vez mais em solidão, e os demônios das incertezas me estrangulam na noite.&lt;br /&gt;           Vidraças ameaçadoras podem se desfazer no meu punho. Estilhaços. O meu corpo pulsa ritmado, a voz desbota, o olhar encharcado gela. Será que as pessoas podem viver, com-viver sozinhas? Por que o outro? Ninguém responde apenas deseja esse “outro”. Quero ficar sozinha, preciso ficar sozinha.&lt;br /&gt;          Fui engolida.&lt;br /&gt;O chá esfriando, não me sangro, me engano. É diferente. Ouço o grito reprimido, mas pontas dos meus dedos, sentido o tempo se rastejando na encruzilhada.&lt;br /&gt;Obscuro, escuro? Talvez um furo. Exato. Faço um furo pequeno nas pontas dos dedos, e deixo desaguar as dúvidas.&lt;br /&gt;Acendo uma vela na escuridão, percebo o passado tão presente. Quase cortei minha mão no passado-realidade-dolorida. Resguardo as mãos para futuras carícias ou consolo. Sozinha.&lt;br /&gt;Tento desfiar os fios do novelo, mas o fio cresce, persiste em enrolar, me prender a pretensões. Entregam-se as folhagens nascentes, elas crescem, te esquecem, procuram novas...Ramificações. Essa entrega é o amor? Claro que não. Mutilação das bases teatrais de nós mesmos.&lt;br /&gt;Parem.&lt;br /&gt;As flautas começaram a tocar, deixem-me ouvi-las, demônios. Deixem-me. Mahler soa descontínuo em sinfonia, sinto o sustenido no sopro da pauta em sol e ré.&lt;br /&gt;A nebulosidade me aflige, limpem as vidraças, quem está do lado de lá consegue apreender os segundos e a sonoridade das notas facilmente.&lt;br /&gt;No desespero arranco o relógio da sala, perturba o tempo batendo na cara lhe cobrando ação, lhe empurrando até a encruzilhada. Dou as cobranças àqueles que comeram do meu prato sem licença.&lt;br /&gt;Preciso limpar as vidraças. Enlaçadas, preciso.&lt;br /&gt;Por que muitas mulheres temem as baratas? Insetos insignificantes? Deviam temer seus impulsos, seus desejos, seus amores...Amor?&lt;br /&gt;Amor.&lt;br /&gt;Voltei ao início. Re-iniciando, re-aprendendo. Amar? O que é o amor? As manchas cicatrizadas não me respondem. Será que você tão perto, tão vivo, sabe a resposta? Responda. Todos querem saber. Vêem-se nos olhares a ansiedade pela resposta. Responda-nos rápido. Por que a insegurança? Eu estou insegura diante das dúvidas, entende? Responda, logo, o contra-regra vai fechar as cortinas, e as pessoas podem ser engolidas em suas dúvidas como eu fui...Você também procura pela resposta?&lt;br /&gt;Ato II&lt;br /&gt;Cerraram as cortinas, aqueles que esperavam uma resposta foram engolidos.&lt;br /&gt;Não estou sozinha nessa dúvida. Sei. Contudo, porém, entretanto, no entanto.&lt;br /&gt;Enquanto lhe indagava a respeito do amor, o punhal me cortara as costas, tirando de mim a auto estima. Limpando as certezas. Agora sinto a dor queimando, bebida doce de fundo ácido enxugando o chão molhado de perfume branco. Escadas. Rezei de mãos dadas comigo, amenizando o etílico da fruta-traição.&lt;br /&gt;Bebo o chá frio, desce rubi na mudez de minhas palavras. Deságua estilhaços.&lt;br /&gt;“Foi quem sabe, nossos discos, nossos filhos...”. Cantarolo Elis à noite.&lt;br /&gt;No entanto, cartas-promessas, falsas encenações. Beckett não podia ter&lt;br /&gt;se envolvido nessa relação, vá embora. Não espero mais por Godot, um personagem que me envenenou em seus mistérios, histórias. Espero por mim. Chegarei nua espiritualmente, molhada pelo sol, para me abraçar.&lt;br /&gt;                  Quebro as unhas ao arranhar com fúria as vidraças, preciso da transparência de caráter, de sanidade. O soluço não permite que eu fale. Preciso falar. Alguém pode me ouvir?&lt;br /&gt;Necessidades podem ser supridas, substituídas em alguns goles de momentos. Mas...E depois? O depois emerge na solidão, na cama vazia, nos livros e discos esquecidos, nas conversas adiadas. Adiar causa ansiedade verde. Gosto de consumir o sabor maduro do vinho escorrendo no peito.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Vazio.&lt;br /&gt;Pensamentos complicam as carícias sinceras, a desconfiança da confiança ali esperando uma chance.&lt;br /&gt;Lavando seu corpo vejo o reflexo oculto, justo demais na cintura, apertado demais nos ombros, revelando a verdade que eu não queria enxergar. Meu Deus, as vidraças estavam mais nebulosas no inverno rigoroso-doloroso-saudade, não me vi morrendo, não te vi perdendo. Nos perdendo.&lt;br /&gt;Um inverno indefinido nasceu em mim, chuvas ásperas arranhando transeuntes, uma defesa para as minhas raízes contorcidas, frias. Acabou o verão, o outono é uma recordação dos velhos cadernos colegiais. Fiquei com o inverno perene machucando os lábios.&lt;br /&gt;Carregaria sandálias na ilha, leve em minhas mãos, vestido solto suave amaciando o corpo, com o tempo claro demais, nesse perfume crescimento. Cresço. Seco o veneno das costas com calma, amanhã sentirei apenas a textura do passado costurada em mim. Esqueça as vidraças.&lt;br /&gt;Atos noturnos impensados, muitos temporais sobrevêm através das vidraças espalhando cenas fragmentadas de um violino, Vivaldi.&lt;br /&gt;Preciso me cortar, impulsionar o corpo contra a parede, deixar expelir o veneno ainda quente de mim. Culpar-te, nos culparmos, me perdoar.&lt;br /&gt;E o amor?&lt;br /&gt;Expirou.&lt;br /&gt;Desmancha no solvente, solução aquosa misturada ao oxigênio, esfriou como o meu chá. Devolvo a solução às veias correntes, descasco a liberdade ressentida. Ressequi-se?&lt;br /&gt;Nascer.&lt;br /&gt;Quanto mais observo as vidraças, mais me reconheço, e me enrolo. Complico os detalhes, almejo uma resposta. Alguém responda. É tão difícil assim? E quem sabe? Ninguém.&lt;br /&gt;Nebulosas as vidraças continuam a me agredir. Fiz a minha escolha, quero respirar.&lt;br /&gt;Vidraças.&lt;br /&gt;Quebro-as. Me rompi.&lt;br /&gt;Estilhaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Embriaguez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me embriago&lt;br /&gt;da poesia maldita&lt;br /&gt;Que corrompe&lt;br /&gt;Com todos os valores&lt;br /&gt;                       morais e sociais&lt;br /&gt;Da poesia profana&lt;br /&gt;Que está nas bocas pintadas&lt;br /&gt;                      de vermelho&lt;br /&gt;Da poesia menina&lt;br /&gt;                       pronta para o mundo&lt;br /&gt;Não pode ser assim, menina.&lt;br /&gt;Quando estou embriagado&lt;br /&gt;Perco o sentido das palavras,&lt;br /&gt;Tudo é em vão&lt;br /&gt;A folha ri de mim&lt;br /&gt;Não pode ser assim&lt;br /&gt;O papel em branco na frente&lt;br /&gt;E a poesia correndo, ligeira,&lt;br /&gt;Sem dó, nem piedade.&lt;br /&gt;A embriaguez&lt;br /&gt;Se nutre da garrafa&lt;br /&gt;De palavras soltas&lt;br /&gt;                     vulgares&lt;br /&gt;                      perdidas...&lt;br /&gt;Bebo da poesia&lt;br /&gt;No beco dos aflitos,&lt;br /&gt;                     dos deprimidos&lt;br /&gt;Mergulho&lt;br /&gt;E caio de cabeça&lt;br /&gt;Na poesia&lt;br /&gt;Profundamente&lt;br /&gt;                  embriagado&lt;br /&gt;                    consumido&lt;br /&gt;Nessa embriaguez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faca&lt;br /&gt;Sujo&lt;br /&gt;Obscuro&lt;br /&gt;A faca quebrando o vidro,&lt;br /&gt;derretendo.&lt;br /&gt;Quero morrer sem deixar vestígios&lt;br /&gt;A faca rompeu o vidro&lt;br /&gt;Minha alma se derreteu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;Ingrid Helena Morandian&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-109335815169225113?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109335815169225113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109335815169225113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109335815169225113' title='Conto e Poemas'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-109145551902592385</id><published>2004-08-02T11:04:00.000-03:00</published><updated>2004-08-02T11:05:19.026-03:00</updated><title type='text'>A Presença</title><content type='html'>A Presença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram oito e meia da noite, véspera de feriado. Os funcionários da Casa Mário de Andrade já haviam ido embora. Permanecemos somente eu e o Gilberto na recepção. Resolvi ficar até mais tarde para terminar de catalogar uns livros.&lt;br /&gt;Fatigada, recostei-me em uma das estantes, relancei o olhar pelas lombadas dos livros, e ao acaso retirei um manuscrito datado de 1922, sem título.&lt;br /&gt;Folheando as páginas amarelecidas, mergulhei na história, que falava sobre um casarão abandonado na Barra Funda. Fascinada, rendi-me ao prazer de ler.&lt;br /&gt;Interrompi a leitura ao ouvir passos na escada. Aguardei até que o Gilberto entrasse, e nada. Retomei a leitura onde o narrador, um jovem de dezessete anos, relatava como conseguira entrar no casarão acompanhado dos amigos.&lt;br /&gt;Novamente os passos, e desta vez vindos da sala contígua a minha. Assustada, soltei o livro no chão, prestava atenção se ouvia algo mais.&lt;br /&gt;Imediatamente, liguei para a recepção, e perguntei ao Gilberto, se alguém havia subido. Não, a Casa já estava fechada. Desliguei o telefone aflita.&lt;br /&gt;Dali a pouco, ele subiu, e contei-lhe o que ocorrera. Ouviu-me atento, levou a mão à testa meditativo:&lt;br /&gt;— Deixa pra lá, deve ser impressão sua, a casa é muito antiga, o piso estrala... — respondeu com a sua calma tibetana — Eu já estou indo, deu o meu horário. — olhando para o relógio.&lt;br /&gt;—Você já vai Giba? — perguntei tentando esconder o meu nervosismo — Pode ir, eu vou dá mais um tempo por aqui.&lt;br /&gt;Ele desceu as escadas calmamente.&lt;br /&gt;— Não esqueça de trancar o portão. — gritei do corrimão, enquanto o som da porta se fechando rompia o silêncio.&lt;br /&gt;Olhei ao redor, respirei fundo, fui até a sacada fumar. Avistei as janelas do prédio em frente, que descortinavam cenas do dia a dia, crianças brincando, uma senhora assistindo televisão, um casal...Senti a presença de alguém, voltei-me, o vazio. Continuei apoiada no parapeito, observando o movimento na rua.&lt;br /&gt;Um arrepio percorreu todo o meu corpo, o medo. Soprei a fumaça do cigarro. Eu tinha a nítida sensação de que havia mais alguém na Casa.&lt;br /&gt;Devagar, retornei a sala, a porta estava entreaberta, um cheiro forte de charuto, o coração disparou, minhas mãos úmidas.&lt;br /&gt;Entrei, perpassei o olhar, ouvi o folhear de páginas, na sala dos fundos. Lentamente fui aproximando-me, o coração pulsando, tomei coragem, e dei o último passo em direção a porta.&lt;br /&gt;A surpresa, o manuscrito sobre a mesa. Ele compenetrado folheava as páginas do original. Quando entrei, ele ergueu a cabeça, abriu um largo sorriso, vestia um terno cinza escuro. Levantou-se, entregou-me as páginas com cuidado, segurando minhas mãos, me olhava com ternura. Beijou-me a testa, e saiu. Fiquei estática por um momento, sem saber o que fazer. Corri até a sacada, avistei um Ford T virando a esquina da Lopes Chaves com a Mário de Andrade.&lt;br /&gt;                                                  Ingrid Helena Morandian&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-109145551902592385?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109145551902592385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109145551902592385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109145551902592385' title='A Presença'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-109145538191044555</id><published>2004-08-02T11:01:00.000-03:00</published><updated>2004-08-02T11:03:01.910-03:00</updated><title type='text'>Paredes</title><content type='html'>Paredes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                      a Márcia Denser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher determinada.&lt;br /&gt;Teus traços são fortes, marcados a pena pelo nanquim.&lt;br /&gt;A boca remete a um desejo. Cabelos envoltos em dourado são curtos. Os olhos selvagens se perdem em algum ponto do chão, ou será em algum ponto do nada? Sobrancelhas marcadas delineiam o rosto dessa mulher, que se cobre de negro e ouro, negro e mistério, negro e sensual. As unhas finas, pintadas de doses cintilantes.&lt;br /&gt;A fala é suave, palavras sonoras, a umidade e humildade me encantam nessa mulher. Quero te conhecer.&lt;br /&gt;Teus gestos são masculinos e femininos, um convite a uma dança. Dizem tudo e nada. Danças o pecado da metalinguagem.&lt;br /&gt;A pose masculina me atrai e distrai.&lt;br /&gt;Essa descontração ao sentar-se, pernas cruzadas, é uma cena de Fellini. Solta na cadeira revela um homem, que escondes na sombra feminina. Forte personalidade de Greta Garbo.&lt;br /&gt;Garbo é teu codinome. Chamo-te.&lt;br /&gt;Sinto a fragilidade em teus dedos ao segurar o cigarro. Sexy, sensual. Sussurros, um canal. Uma busca incessante em tua alma.&lt;br /&gt;Quero tua essência, beber tua cultura, me embriagar em tuas palavras.&lt;br /&gt;Liberte-se, mulher, não temos nada a perder. Quero te ganhar. Eu sei.&lt;br /&gt;Teus olhos escondem um segredo, vou te seduzir, rasgar tuas roupas.&lt;br /&gt;A mão passeia pelo cotovelo no balé dos contos. Conte-me o segredo.&lt;br /&gt;Perco-me em desvenda-la, quebrar as paredes que a cercam.&lt;br /&gt;Labirinto.&lt;br /&gt;Corro, busco, corro, socorro.&lt;br /&gt;Arranquei todo o negro que te banhava. O homem e a mulher. O mistério. A pele. A ansiedade. A dor.&lt;br /&gt;Arranquei Márcia Denser das paredes. Denser. Denser. Denser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingrid Helena Morandian&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-109145538191044555?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109145538191044555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109145538191044555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109145538191044555' title='Paredes'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-109145501315434795</id><published>2004-08-02T10:10:00.000-03:00</published><updated>2004-08-02T10:56:53.153-03:00</updated><title type='text'>Four Hands - 9º Parte</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Parecia uma eternidade, quando despertei lembrei do segredo que minha mãe não me contara, também foi muita coisa para um dia só, ela me aceitando, contando sobre Elisa, mas de agora em diante teria que viver com a desconfiança de que algo muito ruim estaria por vir. São 3 horas da madrugada e nada de Elisa, vou a sala e a cozinha a casa vazia, o telefone toca é ela com a voz rouca diz:&lt;br /&gt;_ Estou bem, não me espere. Desliguei o telefone sem dizer palavra, abracei-me aos joelhos, senti um frio, uma lágrima solitária me veio fazer companhia.&lt;br /&gt;Fui à aula sem um pingo de vontade, esqueci completamente que aulas teria, aquela frase ficou martelando a minha cabeça...&lt;br /&gt;Esbarrei com Ana no corredor, que vendo a minha cara, me levou para tomar um café na cantina. Está tudo bem, você pelo jeito não dormiu nada e esses olhos sem brilho, quer conversar?&lt;br /&gt;Era tudo que ela não precisava uma professora abelhuda. Mas estava ali tão frágil que acabou dizendo que estava preocupada com a  prima que não voltou em casa desde ontem cedo e só telefonou de madrugada com uma voz&lt;br /&gt;estranha...Ela deu de ombros e  interrogou novamente é só isso mesmo?&lt;br /&gt;_Talvez, preciso ir estou atrasada e saiu dali.&lt;br /&gt;Ana ficou pensando e pensando, o sinal tocou e ela rumou ao laboratório de física.&lt;br /&gt;Primeira aula, hoje ela ficaria com a turma de Júlia por quatro aulas, nunca dera importância àquela menina, inteligente mas pouco falante em suas aulas, como comentavam os professores de história e português, que ela dominava a matéria que era muito participativa, mas tinha um algo mais por trás daquilo tudo.&lt;br /&gt;Sua fisionomia mudara quando Helena entrou a sala as duas já familiarizadas, trocavam risinhos e piadinhas enquanto Elisa não perdia o foco em Ana, pressentia que a professora não demoraria a interceptá-la novamente na escola ou nas ruas do bairro, ficou sabendo que ela se mudara para a Rua Maria Antonia,certamente encontrá-la seria uma questão de tempo e  o que dizer ou fazer ? Resolveu esquecer.                                                                                                                           &lt;br /&gt;Enquanto isso Elisa, procurava, por entre as coisas do pai, algo, lembrara de uma discussão entre seus pais um pouco antes da morte da mãe onde ela dizia que ele não tinha o direito de fazer com Elisa o que tinha feito com ela, que a filha deveria ser feliz como bem desejasse, a frase foi cortada por um tapa, o  choro farto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase que ecoou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-109145501315434795?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109145501315434795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109145501315434795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109145501315434795' title='Four Hands - 9º Parte'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-109145212258222921</id><published>2004-08-02T10:07:00.000-03:00</published><updated>2004-08-02T10:08:42.583-03:00</updated><title type='text'>Four Hands - A segunda temporada</title><content type='html'>A segunda temporada estã saindo do forno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abs,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Déia&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-109145212258222921?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109145212258222921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/109145212258222921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109145212258222921' title='Four Hands - A segunda temporada'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108992884077974336</id><published>2004-07-15T18:58:00.000-03:00</published><updated>2004-07-16T11:06:14.566-03:00</updated><title type='text'>Esperando você chegar </title><content type='html'>Eu fico esperando você chegar, &lt;br /&gt;Você não vem... &lt;br /&gt;Minha vida por entre meus dedos, &lt;br /&gt;Mas eu espero. &lt;br /&gt;Viajem. &lt;br /&gt;A lua cresce, fica cheia &lt;br /&gt;Uivo pra ela em apreciação. &lt;br /&gt;É noite. &lt;br /&gt;As criaturas passeiam por entre as sombras &lt;br /&gt;Anseio... &lt;br /&gt;Você chega e não me ve... &lt;br /&gt;Espero... &lt;br /&gt;Meu nervosismo faz com que me esconda. &lt;br /&gt;Escuro... &lt;br /&gt;Você se vai eu nem disse o que queria &lt;br /&gt;Engasgo... &lt;br /&gt;As palavras continuam presas na garganta... &lt;br /&gt;Gaguejo &lt;br /&gt;Digo teu nome, pro vento, pra lua, pra noite &lt;br /&gt;Você se foi, mas você vai voltar... &lt;br /&gt;Tudo bem, eu espero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Biss&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108992884077974336?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108992884077974336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108992884077974336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108992884077974336' title='Esperando você chegar '/><author><name>Pig Biss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10031720541418940050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108869777848897293</id><published>2004-07-01T12:54:00.000-03:00</published><updated>2004-07-01T13:02:58.486-03:00</updated><title type='text'>A mulher de bronze</title><content type='html'>A mulher de bronze&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de tarde em Copacabana. A mulher de bronze vinha caminhando descalça pela orla onde as ondas lambem a areia.&lt;br /&gt;Carregava as sandálias nas mãos e uma bolsa de tecido á tiracolo.&lt;br /&gt;Foi quando ela viu Larissa lendo o jornal numa cadeira de lona, aproximou-se:&lt;br /&gt;-	Você pode tomar conta das minhas coisas enquanto eu dou um mergulho?&lt;br /&gt;Ela tirou a canga em tons de verde e mostrou o corpo perfeito como uma estátua de Rodin dentro de um biquíni amarelo.&lt;br /&gt;Larissa ficou observando a moça entrar no mar, dar algumas braçadas de peito e depois de costas. Parecia Feliz. Ela se distraiu por um momento, olhando o vôlei de praia. Quando olhou novamente, a mulher de bronze havia sumido. Não estava na água, nem à direita e nem à esquerda. Logo aparece ela pensou e ficou esperando. O vôlei terminou, o sol se pôs e anoiteceu. Olhou o relógio; sete horas; achou que ela não voltaria mais. Teve um pensamento sombrio, seria uma suicida? Bobagem, quem vai se afogar não pede para guardarem suas coisas. Fechou o jornal, dobrou a cadeira, juntou as coisas dela e andou até a delegacia que era próxima dali.&lt;br /&gt;O policial de plantão achou que ela era alguma maluca que se queixava.&lt;br /&gt;-	Antes de 24 horas não podemos considerar como desaparecimento. A senhora conhece a moça? Então porque está tão preocupada? Se sumiu o problema é dela.&lt;br /&gt;Larissa fuçou na bolsa da moça e descobriu o endereço na carteira. Era de um prédio na Belford Roxo, perto da delegacia. Chamava-se Cristiana, bonito nome. Ela resolveu ir lá devolver as suas coisas de. A moça loura que a atendeu no apartamento não ficou assustada com o sumiço de Cristiana.&lt;br /&gt;-Pode deixar comigo que eu entrego quando ela aparecer.&lt;br /&gt;Larissa voltou para seu apartamento na Avenida Atlântica, fez um breve lanche e foi dormir cismada.&lt;br /&gt;No dia seguinte ainda intrigada com Cristiana, resolveu voltar ao mesmo lugar na praia no mesmo horário. Cochilou um pouco e um leve ruído na areia a despertou: ela estava ali em pé, como mesmo biquíni amarelo e o corpo de bronze molhado.&lt;br /&gt;-	Guardou as minhas coisas?&lt;br /&gt;-	- Você sumiu, então fui na sua casa e entreguei suas coisas para uma tal de Márcia.&lt;br /&gt;-	Tudo bem, obrigada, você foi muito gentil exclamou Cristiana olhando para Larissa com seus olhos verdes e penetrantes.&lt;br /&gt;-	Ontem a correnteza me arrastou para longe e um turista dinamarquês me salvou e me levou para o hotel, passei a noite com ele e estou chegando agora.&lt;br /&gt;Ficaram sentadas quietas, lado a lado, curtindo a brisa marinha do final de tarde.&lt;br /&gt;De repente Cristiana levantou toda animada:&lt;br /&gt;-	Esta passando Dogville num cinema aqui perto, se a gente correr dá para pegar a sessão das seis. Quer ir comigo?&lt;br /&gt;-	Foram.Na porta o bilheteiro falou mal humorado para Cristiana:&lt;br /&gt;-Assim de biquíni não dá para a senhora entrar não!&lt;br /&gt;Ela disse para Larissa esperar com as entradas, saiu e voltou após 10 minutos vestindo um justíssimo short de jeans e camiseta colante que deixava transparecer o contorno de seus mamilos castanhos. Na sala escura acharam dois lugares bem no fundo e sentaram. Cristiana começou acariciar a perna de Larissa e avançou na caricia, abrindo o zíper de sua bermuda e mergulhando fundo a mão em seu sexo, Larissa cedeu e se entregou ao desejo abrindo as pernas facilitando os movimentos da mão de Cristiana.&lt;br /&gt;Larissa gozou um gozo contido e mudo, com medo que alguém percebesse o que estava acontecendo.Ela tentou devolver a carícia que Cristiana rejeitou delicadamente cruzando as pernas. No final do filme de conclusão apoteótica repleta de ironia impiedosa, Cristiana chorou.&lt;br /&gt;Larissa a puxou para si e beijou sua boca com gosto de mar.&lt;br /&gt;Terminado o filme, Cristiana pediu para esperar um pouco e entrou no toalete.&lt;br /&gt;Larissa ficou mais de 10 minutos no sofá, a sessão seguinte começou e nada de Cristiana aparecer. Ela foi até o toalete e descobriu estupefata que estava vazio.&lt;br /&gt;Impossível que a moça saísse sem que ela visse. Ainda voltou á sala de projeção para ter certeza que Cristiana não estava lá.  Sem entender o desencontro saiu do cinema tentando imaginar porque e como ela teria desaparecido.&lt;br /&gt;No dia seguinte foi procura-la na Belford Roxo, e um outro porteiro do prédio disse que lá não morava nenhuma Cristiana ou Márcia.&lt;br /&gt;Ela achou que havia se enganado de prédio e desistiu de reencontrar Cristiana.&lt;br /&gt;Quando já tinha quase se esquecido da mulher de bronze, deu de cara com ela na calçada da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, linda como sempre, com os cabelos negros soltos pelas costas, vestindo uma calça branca e uma blusa rosa que deixava o umbigo á mostra. Larissa a segurou pelo braço e disse uma tanto irritada:&lt;br /&gt;-	Porque você sumiu do cinema naquela noite sem avisar?&lt;br /&gt;-	- Eu sou assim mesmo, gosto de aparecer e desaparecer de repente, sem um motivo especial. Mas é bom assim você não enjoa de mim, disse sorrindo. Você tem que me aceitar como sou ou então é melhor pararmos por aqui.&lt;br /&gt;-	Mas Cristiana fiquei preocupada, pensei que íamos fazer algum programa depois do cinema.&lt;br /&gt;-	Não! Só vou ser inteiramente sua quando você me desejar mais do que qualquer coisa na vida.Agora tenho um compromisso e já estou atrasada. Qualquer dia a gente se encontra por aí.&lt;br /&gt;-	Me dá o seu telefone. Ou então eu passo no seu apartamento...&lt;br /&gt;-	Briguei com a Mara e não moro mais lá. Ainda não tenho telefone, mas fique tranqüila eu sei onde encontra-la.&lt;br /&gt;-	Mara? O nome dela não era Márcia?  &lt;br /&gt;Márcia, Mara, o que importa? Já briguei com ela mesmo.&lt;br /&gt;Dito isso Cristiana beijou levemente os lábios de Larissa e afastou-se com um sorriso, deixando-a estática na calçada sem saber o que pensar.&lt;br /&gt;Umas duas semanas mais tarde Larissa Flamenguista fanática foi assistir um clássico no Maracanã do Flamengo e Vasco e ela estava lá umas doze fileiras acima dela nas numeradas numa camiseta rubro-negra ao lado de uma turma de torcedores uniformizados. Larissa concluiu feliz que esse encontro era mais do que coincidência, pois Cristiana era Mengo também. Ela fez sinais para chamar a sua atenção. A mulher de bronze fingiu que não viu.&lt;br /&gt;Ela abandonou seu lugar e subiu as escadas correndo, mas quando conseguiu se aproximar ela não estava mais entre a torcida uniformizada. Ela sumiu como que por encanto e não voltou até o final da partida.&lt;br /&gt;Outro dia, viajando no metrô ela vislumbrou Cristiana de pé numa estação pronta para embarcar ela saiu lutando contra a maré humana que entrava no vagão e correu para o fim da estação olhando pelas janelas na ânsia de encontra-la. O metrô fechou suas portas e partiu e ela ainda pode vê-la no ultimo vagão, lhe acenando e sorrindo como sempre.&lt;br /&gt;Sempre que começava a se esquecer da misteriosa mulher de bronze, ela dava um jeito de fazer uma aparição fugaz e desaparecia novamente.&lt;br /&gt;E quanto mais isso acontecia, mais Larissa queria reencontra-la. Começou a fazer caminhadas noturnas pelo calçadão dizendo á si mesma que precisava de exercícios e que aquilo era bom para a saúde, mas no fundo sabia que sua única motivação era a esperança de ver Cristiana novamente. Larissa já estava perdidamente apaixonada por ela.&lt;br /&gt;Uma vez Larissa estava de carro pela linha amarela, quando foi ultrapassada velozmente por um carro preto e viu que era Cristiana que estava dirigindo, não pensou duas vezes, pisou fundo e arrancou em seu encalço quando conseguia se aproximar via os olhos verdes de Cristiana que a fitavam pelo espelho retrovisor e acelerava mais. Ela estava a mais de 140km/h quando levou uma fechada e perdeu a direção seu carro e rodopiou na via e por pouco ela não se envolveu num acidente fatal. Mas perdeu Cristiana novamente.&lt;br /&gt;Desesperada, resolveu não pensar mais naquela mulher que parecia estar se divertindo á sua custa. Tentou se interessar por outras mulheres menos fascinantes, porém mais previsíveis, mas não conseguiu.Passou a ficar mais em casa sempre sonhando com Cristiana.&lt;br /&gt;Numa tarde de domingo, quando o sol se escondia por trás do edifício luxuoso onde morava, ela olhou pela janela que dava para a praia de Copacabana e viu a mulher de bronze sentada sozinha e pensativa num banco da calçada, vestindo o mesmo biquíni amarelo do primeiro encontro. Embora ela estivesse olhando para o mar, Larissa teve certeza que era ela. Desceu as escadas sem chamar o elevador e enquanto saltava os degraus de par em par, ia se dando conta de que olhar no fundo daqueles olhos verdes, tocar mais uma vez naquela pele de bronze, sentir aquela mão novamente dentro de si, beijar aquela boca com gosto de mar, tinham se tornado as coisas mais importantes da sua vida.Precisava falar com Cristiana e dessa vez iria lhe dizer que não mais podia viver sem ela. Pouco lhe importava conhecer o seu passado, seja lá qual fosse a sua história ou o que ela pensava sobre ela, sobre a vida, não importava.&lt;br /&gt;Ofegante deu um suspiro de alívio ao chegar ao térreo e ver que ela ainda não havia sumido como das outras vezes.&lt;br /&gt;Atravessou correndo a avenida sem olhar para os lados. &lt;br /&gt;Os olhos verdes da moça de bronze que a fitavam fizeram-na compreender naquele instante o significado de suas aparições, numa fração de segundo, Larissa reviu sua vida passar em sua mente, e relembrou-se de fatos passados extremos onde a mulher de bronze parecia estar sempre presente... Tão imersa estava nesses pensamentos que não ouviu a freada do carro sobre si.&lt;br /&gt; A imagem dos olhos verdes de Cristiana ficou gravada para sempre na sua retina dilatada no meio da poça de sangue na Avenida Atlântica.&lt;br /&gt;Aura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108869777848897293?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108869777848897293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108869777848897293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108869777848897293' title='A mulher de bronze'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108865316996724479</id><published>2004-07-01T00:36:00.000-03:00</published><updated>2004-07-01T00:39:29.966-03:00</updated><title type='text'> four hands</title><content type='html'>Personas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Pc está em manutenção e os post para o blog, estão por lá, bem não se preocupem , pois nao vou perder os dados, já que eu mesma cuido da saúde do bichinho. Mas só vou ter todas as peças para ele, na próxima semana, por favro aguentem mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abs,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Déia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108865316996724479?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108865316996724479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108865316996724479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108865316996724479' title=' four hands'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108802737914090650</id><published>2004-06-23T18:46:00.000-03:00</published><updated>2004-06-23T18:49:39.140-03:00</updated><title type='text'>noite sem fim</title><content type='html'>Voltei pessoal lá vai  poeminha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Noite sem fim...&lt;br /&gt;Nessa hora tão esperada,&lt;br /&gt;Tua boca me suga  ávida,&lt;br /&gt;as últimas gotas da paixão desenfreada,&lt;br /&gt;no movimento ondulado de nossos corpos,&lt;br /&gt;minha mão procura tua vulva enxararcada&lt;br /&gt;e te penetra dedos,&lt;br /&gt;Você se dobra em arco,&lt;br /&gt;arco iris de prazeres liberados,&lt;br /&gt;Ah ! Noite sem fim...&lt;br /&gt;de amores consumados.&lt;br /&gt;Aura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108802737914090650?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108802737914090650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108802737914090650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108802737914090650' title='noite sem fim'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108629285383744615</id><published>2004-06-03T16:56:00.000-03:00</published><updated>2004-06-03T17:00:53.836-03:00</updated><title type='text'>Four Hands - 8º Parte</title><content type='html'>Mas eu desconfio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Me diga então?&lt;br /&gt;_ É uma grande estória, conte  o que conversamos a Elisa, afinal de contas vocês vão precisar de ajuda, e como anda a festa?&lt;br /&gt;Fiquei com aquele sentimento de encrenca no peito, mas esqueci dele quando começamos a falar da festa, música, cor, gente bonita, uahuuuuuu! Vai ser o máximo.&lt;br /&gt;Me despedi e até parecia que eu a pirralha já tinha minha própria casa juntinho com a minha amada, mas se dependesse de mim isso seria fato.&lt;br /&gt;Em casa nada de Elisa, somente o vazio daquela meia conversa, como se tudo fosse resolvido com o estralar dos dedos...Adormeci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final da Primeira Parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom espero que vocês estejam gostando, enviem seus comentários e deêm sugestões, para o restante da trama que está eletrizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchau... Déia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108629285383744615?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108629285383744615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108629285383744615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108629285383744615' title='Four Hands - 8º Parte'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108576635671291244</id><published>2004-05-28T14:43:00.000-03:00</published><updated>2004-05-28T14:45:56.713-03:00</updated><title type='text'>Four Hands - 7º Parte</title><content type='html'>O almoço segue tranqüilo, risos, brincadeiras e presentes, mas eu precisava falar, estava me sentindo muito feliz, por estar ao lado de Elisa, não poderia guardar isto só prá mim e voltei ao assunto dos namorad@s.&lt;br /&gt;_Sabe mãe, quando você me perguntou se eu me interessava e ela completou&lt;br /&gt;_ Por meninos ou meninas, me conta.&lt;br /&gt;_ Meninas, os meninos são só grandes companheiros de farra&lt;br /&gt;_Curiosa e sorridente, ela cruza as pernas e assenti com os olhos&lt;br /&gt;Suspiro de alivio afinal de contas, ela está sendo ao menos gentil e não saiu aos berros. Contei sobre os meus olhares espichados para uma garota da escola, mas para não dar tanta bandeira lhe omiti o nome, afinal de contas ela era amiga da mãe de Helena.&lt;br /&gt;_ Júlia e você e sua prima?&lt;br /&gt;Fiquei espantada como assim?&lt;br /&gt;_ Estamos bem, sempre nos demos bem desde que mudamos prá cá para você poder cuidar da tia Carla.&lt;br /&gt;_ Eu sei, e sei também que a  Júlia como você também gosta de garotas, não precisa ficar espantada, eu e sua tia não tínhamos segredos, mas eu demorei muito a aceitar a idéia que a Elisa seria uma lésbica quando adulta, mas outro dia eu estava na banca da Villaboim e a vi passeando de bicicleta com uma garota ruiva.&lt;br /&gt;_ Açucena&lt;br /&gt;_ Você a conhece?&lt;br /&gt;_ Estava na festa, estudam juntas&lt;br /&gt;_Vi como elas combinavam, cansadas sentaram-se na praça próximo ao viveiro dos pássaros e trocaram olhares...&lt;br /&gt;_ Mãe você ficou espionando?&lt;br /&gt;_ Porque o espanto Júlia? Elas queriam ser vistas, é verdade que seu eu não soubesse do detalhe de sua prima eu nunca diria que ela é dyke.&lt;br /&gt;_Caí na gargalha, mãe onde você aprendeu isto?&lt;br /&gt;_ Como eu disse sua tia me preparou para o que você me contou hoje e que dentro de mim eu já sabia, mas não queria acreditar, mas eu li, fui a Internet e passei a acompanhar a vida de sua prima, mais de perto mesmo ela não sabendo afinal de contas foi a única coisa que Carla havia me pedido.&lt;br /&gt;Nos abraçamos e choramos juntas por um tempo, mas eu não poderia esconder que amava Elisa.&lt;br /&gt;_Mãe...&lt;br /&gt;_ Diga filha!&lt;br /&gt;_ Eu e a Elisa... Minha voz tremia&lt;br /&gt;_ Continue&lt;br /&gt;_ Eu a amo, mãe é isso, eu a Elisa sempre nos amamos, sempre andamos juntas, mas nos separamos depois que ela aprontou na escola e a Açucena a chantageia, mas eu não sei o porque desta pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Leitoras assiduas... Desculpem-me, mas ontem não pude colocar a atualização no ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108576635671291244?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108576635671291244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108576635671291244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108576635671291244' title='&lt;strong&gt;Four Hands - 7º Parte&lt;/strong&gt;'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108516859689137864</id><published>2004-05-21T16:40:00.000-03:00</published><updated>2004-05-21T16:43:16.890-03:00</updated><title type='text'>nas ondas do láudano</title><content type='html'>2-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olhando pela janela do trem, observando a paisagem, ora preta, como carvão, ora laranja cor de tijolo, ora cinza como concreto, a louca língua toma e conduz ao seu interior úmido, quente, arfante e vaporoso, uma feira de multi faces que olham a paisagem,&lt;br /&gt;desatentas, ligadas entre si por uma única linha tênue, um cordão lingual salivoso, prestes á romper ao menor movimento, sobram gestos contidos e olhares temerosos, que se cruzam sem se tocar, bailando no infinito pequeno espaço do seu diâmetro, que se move no meio do nada, gingando ao sabor dos trilhos, num passo ritmado e contínuo, despreocupado.&lt;br /&gt;Freia.&lt;br /&gt;O guincho se ouve, desacelera, tumtum, tumtum como um coração, bamboleia e dispersa a condensação, o visgo do cordão se liquefaz, e como água cai ao chão, acordam multi faces únicas agora, a porta se abre e se vislumbra o céu, plataforma da estação, embarcam em outra multidão, corredor de asfalto, o sinal vermelho diz pára.&lt;br /&gt;Silêncio. Atravessam incólumes, transeuntes da solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aura&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108516859689137864?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108516859689137864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108516859689137864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108516859689137864' title='nas ondas do láudano'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108508650634302619</id><published>2004-05-20T17:54:00.000-03:00</published><updated>2004-05-20T17:55:06.343-03:00</updated><title type='text'>Four Hands - 6º Parte</title><content type='html'>Passados os dias ela foi se empolgando e propondo atividades mais envolventes e sorteou duplas de trabalho até o final do ano, fiquei na expectativa e num impulso pedi para organizar o sorteio.&lt;br /&gt;Ela que se chamava Ana me olhou abismada, já que eu não me fazia notar e nem dava resultados extraordinários quando era chamada, fui prontamente aceita, mas eu queria mesmo era ter a chance de jogar e ser a dupla de Helena, organizei o sorteio sem os nossos nomes na lista, desta forma sobraríamos e não haveria desconfiança da trapaça uma vez que os meus prediletos amigos estavam inseridos, o que poderiam pensar é que tiraram dois nomes e jogaram o outro no lixo.&lt;br /&gt;E coisa toda se deu e todos contentes com suas duplas não quiseram outro sorteio e nem a professora que deve ter percebido meu olhar suplicante... Desta forma fiquei sendo par de Helena não só em química, mas também em física, já que Ana unificou as cadeiras.&lt;br /&gt;Manhãs com Helena, tardes, noites e madrugadas com Elisa, meus sonhos, meus desejos tão reais, mas nem tudo era felicidade.&lt;br /&gt;Enquanto eu brincava, com sulfatos, sulfetos e carrinhos de imã com Helena, Açucena por sua vez não se deu por vencida e tramava dia após dia a sua vingança. Elisa chegava cada vez mais tarde e nem se importava com a festa, não me encarava nos olhos e fingia horas e horas de estudo, mas seu semblante preocupado me dizia que algo ia mal.&lt;br /&gt;Certa noite depois de nos amarmos, e eu velar seu sono e os seus pesadelos tive a resposta para as minhas desconfianças, Açucena a tinha nas mãos...&lt;br /&gt;Passei a noite em claro e sem saber o que fazer. Lembrei da historia de Elisa e minha tia Carla, será que minha mãe teria a mesma reação?&lt;br /&gt;Era nove de maio dia do meu aniversário e como hà dias estava fora de casa, decidi almoçar em casa era também um pretexto para abordar o tema lesbianismo, afinal ela era psicóloga e ao meu ver eu teria a mesma acolhida que minha amada recebeu.&lt;br /&gt;Como de costume estiquei meu corpo ao encontro do colo de minha mãe e recebi seu cafuné conversamos sobre a minha estada na casa de minha prima, o colégio e como era eu estar fazendo quinze anos e curiosamente ela me perguntou se eu me interessava por meninos ou meninas? &lt;br /&gt;Juro que na hora eu tomei um baque, eu queria falar sobre o assunto, mas eu deveria tomar a iniciativa ajeitar o terreno e não cair numa cilada e responder que sim ou não só para ficar no padrão, enrolei com um não tenho namorado mãe e pretendo ter um na festa ela me olha de soslaio e sorri, mas sei que por ai vem chumbo grosso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108508650634302619?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108508650634302619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108508650634302619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108508650634302619' title='&lt;strong&gt;Four Hands - 6º Parte&lt;/strong&gt;'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108447683431946358</id><published>2004-05-13T16:27:00.000-03:00</published><updated>2004-05-13T18:33:31.406-03:00</updated><title type='text'>Four Hands - 5º Parte</title><content type='html'>O grito e a briga foram porque havia combinado de ir dormir na casa de Açucena, mas contigo aqui, a casa vazia e toda a felicidade que você me dá, não poderia trocar isso pela opressão desenfreada dela e a sua libido insana que me toma, como eu fosse um brinquedo, me chantageando, eu sei que ela é perigosa, mas por amor a você e a mim mesma dei um basta, mandei-a embora e disse que você me faria companhia enquanto meu pai estivesse fora e que nós veríamos no colégio somente.&lt;br /&gt;Fiquei digerindo aquilo tudo, não tinha palavras, ela me amava e me dava prova o que mais eu poderia querer ? Cai em seus pés aos prantos. &lt;br /&gt;Beijamo-nos e aprendi com aquela mulher os caminhos do prazer por toda a madrugada, nunca percebi meus sentidos tão ligados, o meu instinto me levava a caminhos sonhados, tinha seus seios a meu alcance seu sexo latente e quente em minhas mãos, minhas entranhas molhadas e desejosas, prontamente saciadas, eu tinha a loucura, a sanidade em um só momento, eu era sonho e realidade, nada mais importava enfim estava nos braços de Elisa e parte do sonho se tornara realidade.&lt;br /&gt;Final de semana preguiçoso. Mudei quase de mala e cuia para sua casa, já que meu tio ficaria, as próximas semanas fora voltando às vésperas do nosso aniversário e Elisa havia adorado a idéia da comemoração então existiam motivos de sobra para essa repentina união aos olhos dos outros e uma adorável conspiração do destino pelo nosso encontro.&lt;br /&gt;Além de ser uma desportista, Elisa também era uma ótima aluna e se preparava com afinco para prestar o vestibular em medicina aqui e fora do Brasil, tinha uma certa obsessão e um gosto pelo poder, seus pais eram médicos renomados e seu pai um conferencista dos mais requisitados em todas as faculdades do país e do exterior a respeito do câncer no colo do útero e mama. E sua mãe uma das mais respeitadas ginecologistas do país, mas isto não impediu a sua perda por uma leucemia rara e sem cura.&lt;br /&gt;Juntando-se a toda sordidez da sua história de desamor com Açucena, passei a compreender o espírito guerreiro que tomava conta durante o dia de minha prima, ou melhor, de minha namorada e o vigor com que se entregava aos estudos, disciplinada e carente que mistura explosiva, eu queria seu amor sua pele e ela os livros ficava emburrada, até sentir seu calor quente em minha nuca e a explosão do seu beijo molhado em minha boca ávida.&lt;br /&gt;Os dias se passaram e nos seus momentos de folga, planejamos a festa os detalhes e tudo mais, corríamos contra o tempo e contava com minha mãe para planejar as surpresas da festa.&lt;br /&gt;Minhas aulas seguiam pela manhã sem novidades até que o meu velho professor de química foi substituído por uma jovem professora, com seus cabelos muito curtos e um ar jovial deveria ter uns vinte e sete ou no máximo trinta anos, usava roupas extravagantes, anéis por todos os dedos e uma aliança tribal na mão direita, contei para os meus botões esta é da turma...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;by deiabatista&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108447683431946358?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108447683431946358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108447683431946358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108447683431946358' title='Four Hands - 5º Parte'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108428020732155644</id><published>2004-05-11T09:55:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T09:56:47.320-03:00</updated><title type='text'>Meu vertente amor por tí</title><content type='html'>Resplandecente rosto,&lt;br /&gt;De traços reluzentes,&lt;br /&gt; Ilumina num lampejo,&lt;br /&gt;Eternas batalhas entre os sulcos,&lt;br /&gt; Vales já percorridos,&lt;br /&gt; Esmagados entre os olhos e o sorriso,&lt;br /&gt; Leito de muitas mortalhas,&lt;br /&gt;Vítimas do amor&lt;br /&gt;Nobre vão este,&lt;br /&gt; Entre seus meredianos,&lt;br /&gt;Que me tenta &lt;br /&gt; deitar,&lt;br /&gt; Que me tenta &lt;br /&gt;calar,&lt;br /&gt;Que me tenta,&lt;br /&gt; Por infindáveis eras,&lt;br /&gt; Ah; para ti vale profundo e profano,&lt;br /&gt; Questiono dentro &lt;br /&gt;do  nosso refugio insano,&lt;br /&gt; Dentro dos mais tenazes.&lt;br /&gt; Dos nossos desenganos,&lt;br /&gt;Do que valeria o canto mais doce,&lt;br /&gt; Das palavras ,as mais sublimes,&lt;br /&gt;dos  ódios  o mais febril,&lt;br /&gt;Se não pudéssemos nos completar?&lt;br /&gt;Do que valeria ter existido &lt;br /&gt;sem saber o que é amar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aura&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108428020732155644?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108428020732155644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108428020732155644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108428020732155644' title='Meu vertente amor por tí'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108394655478112300</id><published>2004-05-07T13:12:00.000-03:00</published><updated>2004-05-07T13:20:22.920-03:00</updated><title type='text'>Nas ondas do láudano</title><content type='html'>1-&lt;br /&gt;No meu leito branco e frio, espreito a noite povoada de criaturas espectrais.&lt;br /&gt;Do meu corpo suado que se convulsiona em transe, expurgo temores antigos e secretos que encharcam os lençóis, num instante uma névoa branca se condensa numa mulher de sonho, sua leveza, seus olhos negros levemente amendoados transbordam carinho e bondade, Sua voz soa como uma canção em meus ouvidos que me acalma. Suas mãos delicadas e hábeis cuidam de meus ferimentos e num momento me esqueço da dor.&lt;br /&gt;Vou divagando embalada em sua presença reconfortante, e nossas mãos se tocam, nossos dedos se entrelaçam, sinto sua respiração em meu rosto enquanto sua boca toma a minha, saboreio o adocicado sabor de sua língua quente e esfumaçada, respiro descompassadamente enquanto ela me toma o corpo, e mergulha entre minhas pernas me sorvendo inteira, acaricio seus cabelos longos, trazendo sua cabeça cada vez mais para mim, e explodo em flashes brilhantes e esverdeados.&lt;br /&gt;Ela se desvencilha do meu abraço e suavemente se afasta, me olha com ternura e sorri.&lt;br /&gt;Há uma certa melancolia em nossa despedida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aura &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108394655478112300?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108394655478112300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108394655478112300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108394655478112300' title='Nas ondas do láudano'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108387059933392669</id><published>2004-05-06T16:06:00.000-03:00</published><updated>2004-05-06T16:14:26.340-03:00</updated><title type='text'>Four Hands - 4º Parte</title><content type='html'>Molho meu corpo, na insistência de querê-la mais próxima, não nos refutamos a troca de olhares e magneticamente nossas bocas se unem, um beijo molhado desesperado, o abraço que aplaca a dor, a nudez do corpo de quem se ama e quem nem ao menos se tinha a noção que amar é tão sublime, quanto se viver e assim seguimos nos descobrindo, pela ponta de nossos dedos, ao toque de nossos corpos, sinto a vibração da nossa libido nos invadir. Nos beijamos e sufocamos por algum tempo o ato, tanto tempo esperamos e muito havia para conversarmos, mas sabíamos que ali estava o começo e que a felicidade de ambas só dependia de nós.&lt;br /&gt;Entregues ao cansaço desta descoberta e dos acontecimentos ainda sem resposta, seguimos nuas e abraçadas até o quarto, Elisa toma o rumo da cama e eu a olho deitada numa espreguiçadeira bem junto a janela, que é invadida pelo luar de abril, onde a lua cheia me faz cantar uma canção do Caetano.”Você é linda mais que demais, você me faz feliz onda do mar do amor que bateu em mim...”&lt;br /&gt;Sigo observando-a e ela a mim nos estudamos e buscamos o melhor ângulo ou a melhor entonação da voz para começar uma longa conversa. A tormenta de nomes Júlia, Elisa, ou você começa, não diga você se prolonga. Definitivamente tomo a iniciativa.&lt;br /&gt;_ Eu te amo! Mas espera, eu não acabei, durante todos esses anos eu nutri essa paixão essa loucura comedida por você e hoje tudo acontece e por sua vez parece que todos sempre souberam menos eu, inclusive você parece que fugiu de mim desde que entrou no colegial e eu mudei de escola, tenho a impressão que inconscientemente ao menos no meu caso sempre soubemos, que tudo que vivíamos não era brincadeira e que a verdade nos comprimiria uma para os braços da outra ou nos afastaria, assim nos afastamos, para nos reencontrarmos tempos depois é isso, por favor me diga e quanto a Açucena ela é sua namorada?&lt;br /&gt;Sentada na beira da cama, e com um certo ar de espanto pela minha lucidez adolescente ela me responde:&lt;br /&gt;_ Meu amor, amo-te desde que a vi no primeiro dia, quando se mudou da casa no Morumbi aqui para Higienópolis nossas mães a muito separadas não queriam repetir o mesmo entre suas filhas, mas hoje bem sabemos que tudo foi por conta da doença de minha mãe, a sua proximidade, o seu carinho, tínhamos uma a  outra somente, sem irmãos ou adultos presentes, fazíamos de nossos encontros aventuras e eu sabia que você era muito mais que a minha priminha, sempre me aventurei com as coleguinhas da escola e certa vez por um desses arroubos fui para a diretoria porque a tola da Açucena, teve que contar para a mãe dela que eu tinha feito carinhos ousados, na verdade uma bobagem, dei um beijo de leve em sua púbis, já que brincávamos de príncipe e princesa e isso selaria o final feliz da brincadeira. Graças a Deus a história não repercutiu pelo colégio, mas foi o inicio de minha cumplicidade com minha mãe, que me disse que podia fazer tudo que quisesse e me fizesse feliz, com tanto que eu tomasse cuidado para não magoar ou sair magoada. Já havia dito a Açucena que eu e você a muito brincávamos e que ela era uma boba, tanto fiz que ela cedeu e deu no que deu. Me afastei de você por chantagem dela e desde então namoramos.&lt;br /&gt;Hoje ela não se conformou, com a sua presença e com a minha felicidade em tê-la aqui, pelo meu cuidado excessivo e tudo mais que você já sabe. Quando te vi a tarde foi como um prêmio era tudo o que eu queria chegar em casa te ligar e contar tudo, tê-la perto dedicar minha vitória à você,  te adoro!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;by deiabatista&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108387059933392669?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108387059933392669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108387059933392669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108387059933392669' title='Four Hands - 4º Parte'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108371126918434061</id><published>2004-05-04T19:52:00.000-03:00</published><updated>2004-05-04T20:01:36.170-03:00</updated><title type='text'>Solidão</title><content type='html'>Oi Pessoal, esse texto é da Bau e como evoca uma relação lésbica achei interessante incluí-lo. Abs &lt;strong&gt;Deia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bati à porta do quarto. Mariana não respondeu. As persianas, semicerradas, deixavam passar uma nesga da vida que continuava lá fora e Mariana e eu aqui dentro lutando. Doces reminiscências podemos ter. Mas reminiscências não fazem a rotina e aqui estamos neste impasse, bato à porta e sinto seu peito arfando lá do outro lado, acho que sentindo o peso da solidão. Agachada ao fundo do quarto, perto da janela, cercada pelos bichinhos, edredons e travesseiros que fizeram nossa intimidade, creio que ela chora. Estou infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encostei o ouvido suavemente à porta e senti o contato frio e liso da laca, lembro que escolhemos as cores entre risos e curtas palavras ditas ao ouvido, arrepios de vento morno ao entardecer. Suspirei baixo fechando os olhos e passei a língua de leve naquele creme frio. Uma sensação de profundo mal estar me dominou e afastei-me, braços caídos, derrotados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pisei levemente, não queria que meus passos vacilantes chegassem até ela, desviei-me cuidadosamente dos móveis, desviei, insensível, de nossa história, espalhada pelo chão, rasgada como roupa velha e inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como impossível afastar-me! Fascinada pela dor retomei os desvios, passo incerto, reatei estranhos laços rompidos da memória. Arrastei atrás de mim, ensurdecedoramente, a folhagem recortada dos jardins do passado, como se andara em corredores longos recobertos de cicatrizes desnudando o frio adobe, sob os olhares das tarântulas e viúvas-negras ocultas nos muros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me com um rouco gemido, recostando-me à parede. Nenhum som do outro lado e, respiração suspensa, esperava um soluço, um chamado. Transfiguraram-se as luzes pelos cômodos, ora traços amarelados, ora azulados, enquanto movia-se o tempo. Meus olhos dispersos, descontínuos, imagens interrompidas pelo curto descarregar das pálpebras, águas profundas regurgitavam incessantemente. Chamei baixinho: Mariana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendi-me no tapete atrás da porta silenciosa, gemendo a dor fina, cortante, punhais de gelo a rasgar-me, sádicos. Um iceberg a sufocar-me, a esmagar-me com a realidade. Rolei, embrulhada em mim mesma, de um lado para outro, e gemidos e soluços entrecortados escapavam-me entre dentes rilhando. Ai, ai, ai, gritei, Mariana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem uma brisa mexia os papéis sobre a mesa. O ar parado, o torpor. Deixei-me ficar assim, no chão, agarrada a ela, olhos fixos em algum ponto distante da consciência, enquanto o corpo convulsionava, febril. A baba escorreu e sujou o carpete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Isabel de Castro Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108371126918434061?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108371126918434061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108371126918434061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108371126918434061' title='Solidão'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108360778510026987</id><published>2004-05-03T15:08:00.000-03:00</published><updated>2004-05-03T15:13:55.840-03:00</updated><title type='text'>Peculiar</title><content type='html'>Por furiosas ondas,&lt;br /&gt;Vagalhões de insensatez,&lt;br /&gt;Olhares sombrios,&lt;br /&gt;Lábios cerrados,&lt;br /&gt;Esgares irônicos,&lt;br /&gt;Cultuando a morbidez,&lt;br /&gt;Mares por onde naveguei,&lt;br /&gt;Dentro do turbilhão da negra noite,&lt;br /&gt;O amor eu encontrei&lt;br /&gt;Amor peculiar, denso, absoluto,&lt;br /&gt;Ora manso, ora hostil,&lt;br /&gt;Ecos da chibata, ainda viva,&lt;br /&gt;Á nos rasgar o coração...&lt;br /&gt;Parei em portos,&lt;br /&gt;Jurei nunca mais navegar,&lt;br /&gt;Vaguei por becos,&lt;br /&gt;Cambaleei na chuva,&lt;br /&gt;Adormeci, na memória&lt;br /&gt;Olhos negros á me reconfortar,&lt;br /&gt;Cometi perjúrio,&lt;br /&gt;Lancei-me no furioso mar,&lt;br /&gt;Quando olho o horizonte,&lt;br /&gt;O rosto molhado,&lt;br /&gt;Salgado, de tanto mar,&lt;br /&gt;Vejo um ponto, um náufrago,&lt;br /&gt;Estou indo ao teu encontro,&lt;br /&gt;Ao teu amor peculiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108360778510026987?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108360778510026987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108360778510026987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108360778510026987' title='Peculiar'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108327261093502112</id><published>2004-04-29T18:02:00.000-03:00</published><updated>2004-04-29T18:07:48.543-03:00</updated><title type='text'>Four Handas - 3º Parte</title><content type='html'>Mesmo com pouca idade, sabia que não tinha nenhuma predileção pelos garotos, achava-os bonitos e muitos eram os meus melhores amigos, nas correrias pelo pátio, para estudar ou passar aquela cola na hora do apuro, mas sinceramente, sonhava com tardes, noites e manhãs ao lado de Elisa, outras vezes com a mais bonita da minha sala a Helena, com traços germânicos e olhos azuis como dois mares revoltos a minha espera sentia um tremor ao ver aqueles sonhos, queria-os meus, reais e sabia que cedo ou tarde os teria...&lt;br /&gt;Fico sem saber se entro em seu quarto ou espero, meu tio estava viajando e a empregada já estava recolhendo a bagunça, coloco uma música qualquer no rádio e sento-me, suspiro, espero de repente um grito:&lt;br /&gt;_ Desliga essa droga! Um bater de porta, o gesto de desagrado da empregada, um frio corre até minha espinha, fico inerte.&lt;br /&gt;Novamente o som de sua voz invade a sala, choramingando me pede que vá até ela.&lt;br /&gt;Sem entender nada, sigo, com medo a imagem idealizada de Elisa, é trocada por dois olhos inchados e um vergão em seu rosto.&lt;br /&gt;Toma-me em seus braços e me abraça fortemente, parecemos uma só pessoa, apoio seu corpo cansado até a cama, afago-lhe os cabelos, enxugo as lágrimas e a coloco no chuveiro, antes que essa áurea de cumplicidade se quebre peço a empregada que não se preocupe e invento uma desculpa boba para o grito e ligo para casa falando que eu e Elisa ficaremos vendo um DVD e que volto para casa amanhã, tudo arranjado ao menos eu pensava  que sim.&lt;br /&gt;Enquanto isso Elisa continuava inerte, o vapor da ducha tornava o banheiro uma sauna. Ela chorava e me olhava, a convenci a entrar no chuveiro e tomar um banho demorado, mesmo com a situação limítrofe eu fui canalha o suficiente para ficar olhando seu belo corpo de mulher, ela enganava a exuberância de suas curvas com roupas largas bem típicas da idade, mas que não fugiram do meu desejo, ralhei comigo mesma, mas era impossível não olhar aquele corpo malhado e excitado com o toque da água em seus seios, o arrepio da pele pelo tremor da situação. Ah meu Deus! Que vontade de colocar-me junto aquele corpo embaixo daquela ducha, se o que sentia era tesão não queria mais parar de sentir, queria isso sim a explosão do prazer de nossos corpos ali e agora. &lt;br /&gt;Sem forças Elisa, escorrega até o chão e fica mergulhada em pensamentos e no instante  seguinte me pede que a massageie as costas cansadas pelo jogo, mas seu semblante cansado desmente o seu desapego.&lt;br /&gt;Ajoelho-me em sua direção e em pouco tempo minhas mãos ágeis forçam-lhe os músculos e a sua pele na minha, sinto seu perfume, chego mais perto seu corpo se retrai e remeto-me as nossas tardes de joguinhos e faz isso que te dou um beijo, ou não faz barulho se não vão ficar sabendo do que brincamos, puxa que redemoinho tomou conta dos meus pensamentos, e nos dela? O que se passa?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108327261093502112?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108327261093502112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108327261093502112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108327261093502112' title='Four Handas - 3º Parte'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108324929187540329</id><published>2004-04-29T11:32:00.000-03:00</published><updated>2004-04-29T11:40:49.890-03:00</updated><title type='text'>Lição de Casa</title><content type='html'>Estava eu numa tarde qualquer, passeando pelo centro despretensiosamente, observando a arquitetura, tirando fotos dos caricatos que povoam a praça da república, quando um olhar mais aguçado me fez perceber aquele ser, cílios sombreados por um lápis negro combinando com a roupa, destoando dos olhos de um verde profundo. Me atrevi a continuar disparando o flash, evidenciando suas formas, mesmo ela não pousando para mim, trilhei seus melhores ângulos, tentava contar sua respiração e num dado instante me aproximei. A casualidade do momento a assustou e sem palavras passou vagarosamente a sua mão  por entre os seios não tão desnudos quanto ela queria deixá-los em plena tarde. Uma profissional do sexo, uma prostituta, uma meretriz quantos outros adjetivos  povoaram a minha cabeça, mas ela o era e não me interessava o seu serviço, mas saber o que diziam aqueles olhos.&lt;br /&gt;Em busca de respostas empunhei novamente a câmera, zoom, após zoom, enquadrei suas pupilas, e pelo diafragma, li seus olhos a infame vida de puta e mulher. Sim mulher, a mulher diferentemente da garota de programa que faz gulosas em velhos, que toca uma punheta em troca de trocados, que se dá sem ao menos querer, tem lá os seus dias de vaidade quando senta no cabeleireiro e faz reflexos roxos na madeixa negra, que pinta as unhas gastas com um verniz cor de chumbo, delicadamente arrancado pelos  dentes a espera do  próximo investidor, nessa relação de troca e dor. Flash! Em outro canto o diafragma me aponta outra mulher, diferente da puta que arregala os olhos diante da minha insistência em olhar e não fotografá-la, mas não posso minha maquina fotográfica esta me contando algo e não posso deixar aquela visão parar e fechar os olhos no próximo click, insisto e vejo a puta de olhos verdes, nua, crua, como carne no matadouro, pernas abertas à espera do falo, de repente um corte, tenho a minha frente à expressão de prazer como se estivesse sendo tocada muito fundo, com delicadeza, com a certeza dos que sabem o caminho que devem trilhar, seu corpo se contorce, alucinadamente, seus dedos espalmados discorrem por outras costas, lânguidas lisas, percebo ser outra mulher, chupando a que chupa, penetrando a que se deixa penetrar pelo vulgar, sussurros, um calor me invade o ouvido, me arrepio, a lente se turva, estou frente a frente a seus olhos. Nossas mãos unidas, sabem o que querem e afinal de contas, somos duas mulheres puta ou não, eu sei o que sou ,lésbica, e não vou sair dali assim encharcada como me percebi ao me centrar novamente no diafragma da maquina. Sabia o que viria a seguir e deveria tomar uma decisão ir ou ficar inerte. Finalmente resolvi fotografar aquele par de olhos. Click e foi o que bastou, ela sumiu da minha frente, lépida como uma gazela, ainda pude vê-la beijando um outro qualquer , subir as escadas, rumo a cama, implorando  trocados, transando sem camisinha.&lt;br /&gt;Na Vieira de Carvalho, a tribo de beers , punks e gls é maioria, entro num daqueles inferninhos para espantar o calor, cerveja gelada no balcão, bohemia por favor, limpo o gargalo com o guardanapo e bebo de uma vez só o casco reluzente e escorregadio, por um instante a minha mão pousa na saliência da garrafa e fecho os olhos imaginando estar segurando a bunda da mulher que dormi na noite anterior, sexo por sexo, só agora me dei conta o porque daquela prostituta me chamar tanto a atenção, na verdade a grande puta da noite fui eu, que horror. Mas foda-se eu queria uma transa um pouco de prazer e nada de compromisso. Saímos cada qual em seu carro, destino o motel, mais próximo a louca queria ir num daqueles pugueiros do centro, mas eu disse me siga, você não sabe de nada... Motel Caribe ao menos se a transa fosse ruim eu estava a poucos minutos de casa e da minha cama solitária, parei um pouco antes da entrada e combinamos tudo, suíte com hidro, uma garrafa de vinho, eu havia saído com o kit, camisinha, dildos e KY na mochila, esta tudo ok. Toda aquela chatice na entrada documentos, risinhos, ainda enquanto esperava ela conferir os documentos da minha vitima pude escutar, essas lésbicas são cheias de histórias, aposto que a babaca ia adorar levar uma chupada das duas lésbicas ali. Mas esqueci delas quando fechamos a porta da garagem. Ali mesmo joguei a garota no capo do carro e comi sua boca, sua língua, passando a mão aqui e ali. Peguei a mochila, tranquei a porta eu estava excitada, queria a muito sentir outra mulher mesmo que fosse por farra desde que resolvi virar uma lésbica heremita, por entre meus livros e cd´s. havia deixado o sexo por conta do vibrador, mas que coisa sem nexo uma mulher que gosta de outra mulher tem um prazer ínfimo as custas de um ser inanimado e ainda do gênero masculino, aquilo me revoltou e voltei a carga, dança, daqui, dança de lá uma ida ao bar, um olhar, outro, um abraço, um beijo e feito, a frase explode vamos sair daqui, sim e tudo acontece. Um mergulho na hidro e pude perceber seus mamilos cada vez mais enrijecidos, a sua boca procurando a minha o meu corpo latejando de prazer, nada me importa, nem a sua inexperiência, pra mim tanto melhor caso a minha performance fosse ridícula. Fiquei por baixo daquela garota enquanto ela me chupava os seios e eu podia acariciar sua bunda, a cama seguia os movimentos dos nossos corpos, hora rápidos outros, lentos de costas, de bruços, de quatro, na ponta da cama, por debaixo dos lençóis no carpete, regando nossa pele com vinho e suor. Voltei a garagem e peguei a maquina fotográfica, registrei o momento e deixei aquele corpo nu ali na cama envolta por dildos, camisinhas e luvas cirúrgicas. Deixei um recado sobre a mesa. Obrigada. Os trocados são para pagar a conta. E aih mais uma. Não. Mas eu quero, os olhos verdes ali a me encarar e acariciar novamente minha mão. Voltei a olhá-la pelo  diafragma e a visão da sua transa com aquela mulher de costas lânguidas voltou a me assombrar, paguei-lhe a cerveja e saímos dali caminhando silenciosamente pelo centro enquanto, olhares curiosos e gulosos a fitavam e ela sem o menor pudor segurou-me se fazendo de dona das minhas mãos. Numa esquina qualquer ela me deixou, tão só e voltou ao seu oficio, se entregando por trocados, vivendo num hospício, dentro desta selva de pedra.&lt;br /&gt;A calmaria voltou ao passeio, tomei um café para despertar do sono e resolvi revelar as fotos  e observar mais profundamente aqueles dois momentos,  a lembrança, a escrita dos fatos que a fotografia nos dá, impar, sem retoques, ao menos é claro que nos seja imposto, mas adoro a proporção de leveza  que o ser humano ganha dentro da fotografia, parecem anjos expostos, sem asas, mais leves, as pessoas se desdobram em poses, sorrisos até parecem pueris, mas quem será mais infantil o fotografado ou o fotografo! Ficaram prontas, duas lésbicas, ao menos uma com certeza, disponho todas elas sobre a mesa, alguns olhares curiosos do café espicham sobre o ombro, a vontade de compartilhar aqueles momentos, deixo de propósito as mais picantes viradas para o corredor de forma que a curiosidade, se torna aversão, para outros fetiche, engraçado como algo inanimado, mas que diz muito pode assim desfazer a vontade alheia. Olhos atentos, busco na forma a resposta para o que senti nas ultimas horas, tesão, solidão, loucura ou somente a vontade de me sentir viva. Não me entendo talvez nunca o faça, só me dou conta de mim quando observo as fotos que tiro do que há ao meu redor, como que se procurando respostas, no infinito olhar de um transeunte, no ângulo viscoso da vulva da noite, no vazio sonhador do diafragma. Esqueço a sacanagem com os demais no café e recolho as fotos afinal elas são parte de mim. E não estou ali num leilão virtual, quem ver mais leva e ponto. Juntei as fotos e sobrepondo os rostos das duas mulheres  me assombra a semelhança, se não fossem tão dispares as suas vivencias, por um minuto mais as observo separadamente. Não são elas, é ela, e o que vi todo esse tempo foi a transa que tivemos, soco o corpo na cadeira, outro café , uma aspirina. Pago a conta e recolho os cacos de mim, enfio tudo na mochila e caminho pro carro. No cruzamento  vejo-a, coração disparado, boca seca, tento buzinar, o barulho sufoca o grito e de longe o ato subir as escadas, rumo a cama, implorando  trocados, transando sem camisinha, se confunde com a noite com o tesão, com a entrega, com o encontro, com a cerveja, com a caminhada, as mãos que foram uma, que não são nenhuma, o arrepio de ódio, o medo de ser e não de estar, olho as fotos, mais um instante o farol vai abrir, vou fugir, quero sair dali, quero minha cama vazia, o diafragma obscuro, minhas fotos sem magia, meu dia cheio de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;bydeiabatista&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108324929187540329?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108324929187540329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108324929187540329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108324929187540329' title='Lição de Casa'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108307732061083078</id><published>2004-04-27T11:46:00.000-03:00</published><updated>2004-04-27T11:52:54.653-03:00</updated><title type='text'>Alma - Pop</title><content type='html'>Deixe ver sua alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A epiderme da alma                                             &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que flutua na superfície&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do poço da alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água limpa, limpa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser, não toca a sua pele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No poço da alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se afogam em lagrimas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que vivem na superfície&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que suplicam o exílio da dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre o vácuo e o eco mudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da sua alma, que se rasteja por entre teias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da sua própria incompreensão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;by deiabatista&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108307732061083078?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108307732061083078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108307732061083078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108307732061083078' title='Alma - Pop'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108299400326064442</id><published>2004-04-26T12:37:00.000-03:00</published><updated>2004-04-26T12:44:15.936-03:00</updated><title type='text'>Nosso Amor</title><content type='html'>Quando vejo teu corpo ao meu lado,&lt;br /&gt;Repousando serenamente,&lt;br /&gt;Na claridade difusa da manhã,&lt;br /&gt;Nesse breve momento sou feliz,&lt;br /&gt;Te amando plenamente.&lt;br /&gt;Quando vejo teu corpo ao meu lado,&lt;br /&gt;Adormecido e saciado,&lt;br /&gt;Te acaricio com delicadeza, &lt;br /&gt;Não tenciono te acordar, &lt;br /&gt;Só quero admirar tua beleza.&lt;br /&gt;Quando te toco na madrugada,&lt;br /&gt;Teus seios ,tuas coxas,&lt;br /&gt;Se misturam com meus seios,&lt;br /&gt;Minhas coxas, e nossas &lt;br /&gt;Bocas se encontram ,&lt;br /&gt;Inundadas de tanto desejo, &lt;br /&gt;Teu cheiro e o teu sabor me penetram,&lt;br /&gt;Teu amor me invade e me consome,&lt;br /&gt;Me completa inteiramente.&lt;br /&gt;Então te observo adormecida,&lt;br /&gt;Respirando pausadamente,&lt;br /&gt;Te abraço cansada, &lt;br /&gt;E não penso em mais nada,&lt;br /&gt;Adormeço ao seu lado e sonho,&lt;br /&gt;Com nosso amor que nos pertença,&lt;br /&gt;eternamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aura&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108299400326064442?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108299400326064442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108299400326064442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108299400326064442' title='Nosso Amor'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108267239493280813</id><published>2004-04-22T19:17:00.000-03:00</published><updated>2004-04-22T19:24:43.796-03:00</updated><title type='text'>Four Hands - 2º Parte</title><content type='html'>Bem a festa, foi um replay da competição, das faltas, dos lances dos pontos, ela era a rainha com seus súditos, coroada entre a beleza e o amor ao esporte, ou seria eu infantilmente apaixonada é que enxergava esse mundo cor-de-rosa? Mas o que me importava é que ela fez questão de colocar-me ao seu lado assim que cheguei apresentando-me a todos e me dedicando sorrisos e cuidados que me fizeram flutuar de alegria.&lt;br /&gt;O mesmo tom eufórico, não pude notar nos olhos de uma figura ruiva, com um trejeito tão carismático quanto o de minha prima, me olhava investigativa e se sobrepunha a mim pela altura e força de sua musculatura bem desenvolvida, provavelmente devesse ter uns dezesseis ou dezessete anos, fiquei incomodada com o silencioso inquérito e aproximei-me dela.&lt;br /&gt;_ Olá, sou a Júlia. A resposta veio sem ao menos me dar tempo de raciocinar...&lt;br /&gt;_ Eu sei. Você é a priminha queridinha, a propósito me chamo Açucena, sou a capitã do time e estudo na mesma sala que Elisa.&lt;br /&gt;Não sei de onde consegui forças para me conter passiva e não sair correndo do apartamento. Olhei em seus olhos e simplesmente respondi-lhe prazer e parti rumo a amigos menos hostis.&lt;br /&gt;A curtição acabou era sexta-feira, e preparava-me para ir embora quando Elisa interrompe o meu ritual de roubar docinhos pedindo-me que ficasse mais um pouco adorei era tudo o que queria há tempos não nos dávamos a presença de uma no dia da outra, ainda restavam uns poucos colegas que dançavam e aproveitavam o espaço da gigantesca sala do loft.&lt;br /&gt;Olho curiosa enquanto Elisa leva Açucena até o seu quarto e passam ali alguns momentos, a ruiva me lança um olhar fulminante e sai batendo a porta, um sinal preciso para os demais. Final das comemorações e no placar de Açucena vigorava a derrota priminha 1 namorada ou ex namorada 0.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;bydeiabatista&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108267239493280813?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108267239493280813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108267239493280813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108267239493280813' title='Four Hands - 2º Parte'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108247078769049470</id><published>2004-04-20T11:17:00.000-03:00</published><updated>2004-04-20T11:23:52.310-03:00</updated><title type='text'>Partilha</title><content type='html'>Partilha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partilho com você meu colo, que não é muito amplo e nem largo,&lt;br /&gt;Partilho com você meu calor, que às vezes arrefece...&lt;br /&gt;Minha solidariedade entrego ao seu deleite,&lt;br /&gt;Minha dor guardo comigo até não poder mais suporta-la.&lt;br /&gt;Vou esvaindo aos pedaços lentamente,&lt;br /&gt;Como cera derretida.&lt;br /&gt;Entrego agora meus profundos sentimentos,&lt;br /&gt;Entrego minha alma temendo,&lt;br /&gt;Não saber&lt;br /&gt;Entregar definitivamente...&lt;br /&gt; Mas o tempo urge,&lt;br /&gt;E a palavra se faz premente,&lt;br /&gt;Anseio pelo descanso,&lt;br /&gt;Para recompor minhas idéias&lt;br /&gt;Desconcatenadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aura.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108247078769049470?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108247078769049470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108247078769049470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108247078769049470' title='Partilha'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108221904646775638</id><published>2004-04-17T13:21:00.000-03:00</published><updated>2004-04-17T13:28:07.030-03:00</updated><title type='text'>Finalmente consegui entrar no blog!!!</title><content type='html'>Olá meninas!!&lt;br /&gt;Amei o blog!&lt;br /&gt;Ainda não consegui comentar tudo que queria, mas assim que puder comento e me atrevo a mandar uns textos meus.&lt;br /&gt;Espero todas vocês no feriado para viajarmos na literatura e depois quem sabe na cerveja!rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjos, Débora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108221904646775638?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108221904646775638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108221904646775638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108221904646775638' title='Finalmente consegui entrar no blog!!!'/><author><name>Debora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11613066194128607222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108215932152143056</id><published>2004-04-16T20:47:00.000-03:00</published><updated>2004-04-16T20:52:40.793-03:00</updated><title type='text'>Vaginicidio</title><content type='html'>Voltei para casa a pé esta noite, meus pés cansados começaram a apertar minhas alpargatas, sabia que pra chegar em casa eu precisava cruzar umas duas ladeiras cruzar a rodovia e finalmente lar doce lar, mas antes tinha que ir por uma rua escura.&lt;br /&gt;Já perto da tal rua uma gata preta pula na minha frente olhos brilhantes, pêlos eriçados. Tomo um susto e praguejo qualquer coisa a afastando de mim, mas o bicho matreiro, não tardou a me seguir com aquele miado suplicante de fome e sede, dei de ombros, então que me siga bichana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saquei a chave do portão da mochila e quando a ponho no miolo a ilustre penetra já havia se escafedido por entre a grade cheirava a roda do meu carro na garagem, inspecionava o capo com seu pelo e ronronava indecifráveis &lt;br /&gt;indecências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que bicho abusado! Só faltava ser sexta-feira treze de agosto na encruzilhada para eu ter o desprazer de encontrar tal criatura. Para falar a verdade nunca fui fã de gatos, simpatizo com eles eu cá eles lá... No entanto a bichana pretinha, tinha lá seu charme e malevolência, andava com um fino rebolar, se lambia de forma sensual e pisca seus cílios pedindo carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas deixar a gata entrar era o que restava de educado a se fazer. Abri educadamente a porta, apresentei a casa que ela admirou a olhos vistos e pueris, depois se aconchegou na cozinha onde lhe servi um copo de leite com biscoitos, e algumas outras bobagens que se acha em casa de uma pessoa solteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio me chamava para a cama e o impasse se instalou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e a cama.&lt;br /&gt;A cama e eu. &lt;br /&gt;A cama, eu e a gata.&lt;br /&gt;A gata, a cama e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom com tantas interrogativas e prerrogativas como não durma com estranhos,&lt;br /&gt;moça direita não anda com qualquer um ou no caso uma, resolvi de chofre dormir com a gata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gata safada, deixei bem claro que ela deveria dormir nos pés da cama, longe da minha boca e do meu colo, dos meus braços, mas a madrugada fria foi sua aliada e lá pelas duas da madrugada, senti uma rabo macio rebolar sobre a minha boca, enchendo-me de pêlos, depois num reves  a gata não era mais gata e sim uma gata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei atordoada, então as historias da carochinha se tornavam realidade e a gata borralheira estava ali linda e nua me servindo...&lt;br /&gt;Passei do medo ao ataque no mesmo instante que ela corria pelo quarto querendo que eu a pegasse, segurei firme sua bunda e enlacei sua cintura firmemente e a joguei contra o colchão admirando seus mamilos, sua barriguinha, seu monte Vênus.&lt;br /&gt;Mas a gata tinha a língua áspera como a de um felino  e essa loucura na minha boca me levou aos céus e ao inferno, um beijo com mistura de sadomasoquismo, mas sem machucar, só colocando outras sensações dentro de um lugar tão pouco explorado como a boca de uma mulher. Sempre deixamos o beijo a desejar, partindo logo para os “finalmentes gozantes.”&lt;br /&gt;Finalmentes gozantes que eu chamo aqui de Vaginicidio, podia ser também Chanicidio ou Buceticidio você escolher o que melhor lhe convier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaginicidio substantivo que designa uma vagina em chamas, concebida pela derivação das palavras vagina ou suas variantes e da palavra um pouco mais pesada referente a crimes que dispenso a sua escrita neste texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele beijo áspero e incontido, me fez querê-la mais e mais, quando percebi lá estava ela dentro de mim, lépida como uma gazela, gata que era não podia eu uma simples mulher esperar outra coisa me entreguei satisfeita aquelas garras de pantera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom de gata ela passou a gazela, agora é uma pantera o que mais ela se tornará...Estou daquele jeito, quero aquela língua dentro de mim, ela foge se retorce e numa manoobra rápida consigo por um infimo segundo, a aspereza daquele toque no meu grelo, pois foi naquele instante que o ato o vaginicio se concretizou, peguei fogo literalmente, a gata se perdeu por entre as chamas e daquele dia em diante não acredito mais em contos de fadas, prefiro ficar na realidade dos cinco contra um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;by deiabatista&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108215932152143056?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108215932152143056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108215932152143056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108215932152143056' title='Vaginicidio'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108206729733799970</id><published>2004-04-15T19:14:00.000-03:00</published><updated>2004-04-15T19:18:55.640-03:00</updated><title type='text'>correio</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108206729733799970?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108206729733799970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108206729733799970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108206729733799970' title='correio'/><author><name>Ignez</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02127555059953919350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108203408658133935</id><published>2004-04-15T09:59:00.000-03:00</published><updated>2004-04-15T10:05:24.496-03:00</updated><title type='text'>Para seus olhos</title><content type='html'>PARA SEUS OLHOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os momentos em que seus olhos ficam mareados,&lt;br /&gt;E, na orgia da dor se misturam com os olhos do mundo,&lt;br /&gt;Que eu sirva como um pano molhado,&lt;br /&gt;Ou um colírio para a vista embaçada,&lt;br /&gt;Clareza e luz&lt;br /&gt;Certeza e calma, doce conforto pra uma alma cansada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os momentos em que seus olhos ficam sombrios,&lt;br /&gt;E na escuridão da noite, se percam vazios,&lt;br /&gt;Que eu sirva como uma tocha iluminada,&lt;br /&gt;Um caminho uma razão,&lt;br /&gt;O inicio de uma estrada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108203408658133935?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108203408658133935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108203408658133935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108203408658133935' title='Para seus olhos'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108196743164058321</id><published>2004-04-14T15:26:00.000-03:00</published><updated>2004-04-14T15:36:22.496-03:00</updated><title type='text'>Four Hands</title><content type='html'>Ela me esperava nua como de costume e não fingia o desagrado ao meu atraso. Mas eu lhe sorria e com um presente, desencantava a sua libido em meus braços, até que...&lt;br /&gt;Desde de criança, fiz meus joguinhos sexuais, se bem que em criança tudo era tão inocente, mas eu sentia uma vontade louca de brincar com as menininhas, apalpa-lhe a perna, afagar os cabelos e numa brincadeira mais ousada passar a mão aqui ou ali.&lt;br /&gt;Tive uma cúmplice nesta iniciação minha prima Elisa, mais velha que eu uns três anos, ela estava no final do ginasial e com um olhar maroto, me convidava para ficarmos as tardes preguiçosas em brincadeiras de papai e mamãe onde geralmente eu era mamãe, entre carícias, risinhos e um desejo inibido crescemos.&lt;br /&gt;Eu mudei de escola e já não tínhamos as tardes livres como antes, ela por sua vez se tornara uma adolescente, o corpo aflorando, a pele se transformando, dois montinhos rígidos que eu queria sentir por perto, mas me faltava coragem.&lt;br /&gt;Tenho agora quatorze anos e Elisa dezessete, linda, alta morena, jogadora de basquete do colégio, assediada, por garotos que a sua volta parecem uns pavões. Elisa tem um olhar galanteador, ai de mim que mesmo quando criança havia sentido seu carinho e seu frescor, me mordia de inveja dos ou das que gozavam sua companhia.&lt;br /&gt;Certa tarde passeava com minha mãe pelas ruas de Higienópolis e escuto o grito:&lt;br /&gt;_ Hei Júlia! Era ela voltando de bicicleta, suada e com uma medalha no peito.&lt;br /&gt;Perguntei-lhe o porque da euforia e disse-me:&lt;br /&gt;Vencemos os jogos entre os colégios do bairro e eu fui considerada a melhor pivô da competição, vou dar uma festa hoje em casa para comemorar e a quero a meu lado, deu-me um beijo e saiu correndo e gritando pela rua Maranhão.&lt;br /&gt;Olhei minha mãe que sorria, pela alegria da sobrinha que lhe era muito cara, filha da sua irmã mais velha, falecida há poucos meses, via que a sobrinha não se deixou abater e continuava vigorosa e vencedora mesmo sem sua mãe.&lt;br /&gt;Despertei dos meus pensamentos e lembranças com um alegre convite para apressarmos o passo afinal eu era esperada e pelo visto ansiosamente para os festejos, sorrimos e tomamos o rumo de casa.&lt;br /&gt;Em poucas semanas eu estaria completando quinze anos e minha musa Elisa dezoito, ambas somos de touro e fazemos aniversário com três dias de diferença, tive a brilhante idéia de pedir que comemorássemos juntas pela primeira vez, aproveitar toda essa energia e ficar mais perto dela e saber mais como são seus amigos, se namora ou se tem pretendentes. Hoje eu penso quanta bobagem se passa na cabeça de uma criança. Hã! Ainda bem que temos doces lembranças pueris...&lt;br /&gt;                                                   &lt;strong&gt;to be continued&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;by deiabatista&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108196743164058321?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108196743164058321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108196743164058321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108196743164058321' title='Four Hands'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108186132476322596</id><published>2004-04-13T09:57:00.000-03:00</published><updated>2004-04-13T10:05:59.920-03:00</updated><title type='text'>Finalmente!</title><content type='html'>Olá! Finalmente ! Estou aqui!&lt;br /&gt; Lá vai um poema para vocês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO INFERNO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do inferno voltei contemplando o vazio&lt;br /&gt;Em meu corpo trago os sinais&lt;br /&gt;Das batalhas que lutei&lt;br /&gt;Das armas que usei&lt;br /&gt;Das mortes que causei&lt;br /&gt;Numa vertigem sufocante&lt;br /&gt; Sou um ser errante&lt;br /&gt;Que nas veias corre, o fluido coruscante.&lt;br /&gt;Que transforma a dor, numa orgia alucinante.&lt;br /&gt;Incertos passos caminhei,&lt;br /&gt;Que nunca pude vislumbrar&lt;br /&gt;A extensão de minha inocência&lt;br /&gt;Cristalizada em forma e cor&lt;br /&gt;Perdidos passos,&lt;br /&gt;Perdidas almas eu deixei&lt;br /&gt;Em regiões fronteiriças&lt;br /&gt;Do inferno eu voltei&lt;br /&gt;Estou no limiar&lt;br /&gt;E continuo a contemplar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108186132476322596?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108186132476322596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108186132476322596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108186132476322596' title='Finalmente!'/><author><name>aura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01670765261411252743</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108182155295232384</id><published>2004-04-12T22:59:00.000-03:00</published><updated>2004-04-12T23:03:06.670-03:00</updated><title type='text'>O troco</title><content type='html'>Ela andava quieta ultimamente. Algo a importunava. &lt;br /&gt;Resolvi não falar nada, dar espaço... Ai hoje, tudo mudou... &lt;br /&gt;Ela tá aprontando. &lt;br /&gt;Sei que esta... Conheço aquele sorriso, com as covinhas aparecendo. Sim, ela está aprontando e vai ser comigo! &lt;br /&gt;Ainda bem que minha consciência tá tranqüila, não aprontei nada... &lt;br /&gt;Pera, ih... semana passada deixei aquela blusa que ela tanto gosta estragar na lavagem. Sempre esqueço de separar roupa colorida com roupa branca. Roupa fina com roupa comum. &lt;br /&gt;E ela gostava tanto dela... &lt;br /&gt;Aliás, como eu consigo estragar roupa na lavagem... Que puxa! Antes de morar com ela eu mandava a roupa pra lavanderia, mas ela que sempre achou isso um absurdo, fez-me aprender a lavar roupa, pendurar e passar. Ela sempre elogia o jeito que eu passo as roupas dela... Me da beijinhos de obrigada a cada peça de roupa bem passada. Hehehe, pareço um cachorrinho ganhando Biscrock... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que ela tá aprontando?? Qual será meu castigo?! &lt;br /&gt;Da ultima vez que ela aprontou comigo, perdi minha camisa nova do timão, ela jogou um balde de tinta azul em mim! Hehehe... &lt;br /&gt;Também quem mandou eu duvidar?! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério, o que seria agora?! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pediu pra eu comprar sorvete... chocolate. Ela ama sorvete de chocolate. &lt;br /&gt;Mas sei que é so uma desculpa pra eu estar fora de casa. Tudo bem, não posso ser desmancha prazeres, não é? Ela ia aprontar, e eu tinha que aguentar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Na volta, mão gelando...) &lt;br /&gt;Meuuu!!! Ela trancou a porta! Cara, aprontei mais do que me lembro, não foi só a blusa... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toco a campanhia, ou vocês acham que sou besta de ir abrindo?! Daaaarrrrrrrrrrd, isso seria suicidio!! &lt;br /&gt;- Amor, sei que é você, entra que tô ocupada... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, ai, ai... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engulo seco, pego a chave no bolso. Em camera lenta abro a porta... Tudo escuro... &lt;br /&gt;Só fico imaginando de onde vira o golpe... Hehehe, e depois vamos rir muito, eu sei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amor, tô aqui no quarto, traz sorvete pra mim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, levaria um banho de sorvete. Não, pera ai, isso tá fácil demais. &lt;br /&gt;Mas tudo bem, farei isso. &lt;br /&gt;Resignada, sirvo o sorvete e levo até nosso quarto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela na cama, rosas, velas, lingerie nova, meu queixo no chão, uma caixa de presente com fita azul... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Feliz aniversário, amor... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que puxa! É mesmo... ;) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Biss Lee&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108182155295232384?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108182155295232384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108182155295232384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108182155295232384' title='O troco'/><author><name>Pig Biss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10031720541418940050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108180213148796276</id><published>2004-04-12T17:28:00.000-03:00</published><updated>2004-04-12T17:40:47.530-03:00</updated><title type='text'>Observo Venus</title><content type='html'>Num pequeno quarto, &lt;br /&gt;A sua ausência me consome, &lt;br /&gt;Meu pequeno coração,&lt;br /&gt;Sente falta do teu calor que o faz pulsar&lt;br /&gt;Num pequeno jardim&lt;br /&gt;Observo Vênus&lt;br /&gt;Quero que um pequeno espaço do infinito, &lt;br /&gt;Se transforme no aconchego do teu colo, &lt;br /&gt;Tomar as tuas pequenas mãos entre as minhas&lt;br /&gt;Sentir seus sentidos, mergulhar na essência dos teus gemidos&lt;br /&gt;Ser e estar dentro do teu corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by deiabatista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108180213148796276?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108180213148796276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108180213148796276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108180213148796276' title='Observo Venus'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108144263802055578</id><published>2004-04-08T13:43:00.000-03:00</published><updated>2004-04-12T20:47:41.170-03:00</updated><title type='text'>No way out... </title><content type='html'>Não sei explicar como isso acontece... &lt;br /&gt;Liguei o rádio do meu carro como sempre. A voz dela surgiu evocando aquelas incomodas sensações. Minhas mãos tremiam... Não dá pra dirigir assim. &lt;br /&gt;Respirei fundo, olhos fechados. &lt;br /&gt;Não conseguia mudar o dial, eu a queria ainda, eu sei. Mas ao mesmo tempo não a quero. With or without her... &lt;br /&gt;Aquela canção... era pra mim, em outra época... outra estação. &lt;br /&gt;Cada verso, evocando um amor ja esquecido, uma ilusão, um devaneio, um sonho romantico criado no coração da compositora... &lt;br /&gt;Mas ela não canta mais pra mim... Tem um outro amor. &lt;br /&gt;Eu sei que a vida segue e ela tem que ser feliz... &lt;br /&gt;O que me irrita é saber que ela canta a música que fez pra mim, pra outra. &lt;br /&gt;Cara, a minha música!!! &lt;br /&gt;Que eu to falando? Essa musica nunca foi pra mim... Era apenas a exaltação de um delirio de amor... Partilhamos juntas coisas diferentes, acontece... Life like this... &lt;br /&gt;Não adianta ficar escutando acordes de um sonho do qual acordei. Acordei mesmo?! &lt;br /&gt;Não, não mesmo! Ainda sonho com ela, mas não a quero mais. Ela também era meu sonho... &lt;br /&gt;Meu sonho de amor perfeito. Sonho de ser feliz pra sempre... Sonho que acabou com as notas da canção... &lt;br /&gt;É, acabou, ufa! &lt;br /&gt;Começou a tocar radio taxi... Velhinha... que nem eu. &lt;br /&gt;"Navegando no teu mar, flutuando no teu... " &lt;br /&gt;É... É hora de largar a mão de frescuras e ir trabalhar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nota: &lt;/b&gt;Os contos que escrevo não são baseados em fatos reais... Os boatos entre eu e a Ana Carolina não passam de invenções de pessoas que invejam nossa amizade. ;) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Biss Lee&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108144263802055578?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108144263802055578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108144263802055578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108144263802055578' title='No way out... '/><author><name>Pig Biss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10031720541418940050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108127175596581710</id><published>2004-04-06T14:15:00.000-03:00</published><updated>2004-04-06T14:19:41.576-03:00</updated><title type='text'>Olha eu aqui.</title><content type='html'>Biss e mulherada.&lt;br /&gt;Pelo menos aqui vou poder estar com vcs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108127175596581710?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108127175596581710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108127175596581710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108127175596581710' title='Olha eu aqui.'/><author><name>Ivy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01294799891407818899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6731395.post-108122368986226482</id><published>2004-04-06T00:52:00.000-03:00</published><updated>2004-04-06T01:02:54.950-03:00</updated><title type='text'>Dark Room</title><content type='html'>Alicia é uma mulher de traços bem delineados, uma amante voraz, o beijo mais desejado dos inferninhos da Rua Santo Antônio. Uma viúva negra que depois do bote arrasta suas vítimas a alcova da Rua Dr. Seng.&lt;br /&gt;Nesta noite fumou um baseado, bebeu um trago e foi em busca da loucura da noite anterior. Havia um burburinho de belas mulheres, vestidas com roupas alvas e turbantes coloridos, dançou entre elas mas não estava ali o que procurava.&lt;br /&gt;Bebeu cerveja no copo das vítimas de noites anteriores, mas nenhuma lhe dava ganas ao prazer, estava farta do sexo fácil, das garotas de programa, queria aqueles olhos.&lt;br /&gt;A sua silhueta sob a luz difusa causava um encantamento , com uma blusa branca quase transparente metida por dentro de um jeans que deixava a sua bunda mais enrijecida. Sentiu sua cintura ser envolvida, tentou virar-se, não pode desprender-se, a mulher agarrou-lhe com mais força. Lentamente começaram um ballet , os movimentos sinuosos dos corpos presos, seus braços desenhavam pequenas ondas enquanto, seu olhar se perdia no globo, na sua lua imaginária repleta de estrelas como ontem.&lt;br /&gt;Acorda com um perfume que de leve invadiu seus pensamentos, encontrou os olhos da noite passada enquanto, a mulher que a agarrava confessava obscenidades infantis. Se ela soubesse o que queria Alicia ...&lt;br /&gt;Sensualmente segurou-lhe a nuca, esfregando-se em seu corpo, com os olhos fixos nos da outra. Sentiu os seios fartos em suas costas, o hálito quente. Ensinuava-se a amante desejada que lhe sorria, ousou mais em suas carícias naquele corpo que não vira  o rosto, suas mãos percorriam suas coxas, chegando ao seu sexo, sentindo o corpo tremer, gemer. Desvencilhou-se dos seus braços e a beijou sofregamente como uma gata no cio deixou aquele atônito ser no balcão.&lt;br /&gt;O magnetismo daqueles olhos aumentaram enquanto deslumbrava-se com a cena. Sob o decote do tecido vermelho a viúva negra observa a sombra dos seios, dos mamilos róseos pedindo para serem abocanhados de uma só vez. Fixou o olhar e sorveu-lhe a boca num beijo molhado, uma dança de línguas, o sabor da sua boca era de boceta úmida pronta para ser invadida.&lt;br /&gt;Agarram-se como se quisessem abrir seus corpos para que se penetrassem de uma só vez. Sem pudor invade o vestido da outra, sente as coxas vigorosas, senta a amante na mesa que rapidamente a enlaça com suas pernas, queriam toda a loucura novamente.&lt;br /&gt;Decidida Alicia a carrega em seus braços até o Dark Room, onde outros gemidos e corpos estavam entregues ao prazer. Num sussurro único perguntam-se o nome, Alicia fica sem resposta, seu corpo tremia, a desejava mais mesmo sem palavras. Arrancou-lhe a calcinha com violência sentiu seus poros se arrepiando, a dor no clitóris rijo que queria ser possuído, sorveu-lhe os seios, acariciou e prendeu firme sua bunda com as mãos fortes que sabem o que quer.&lt;br /&gt;As unhas da companheira atacavam suas costas a cada espasmo de luxúria, parecia sucumbir, tragava a viúva negra, não importava se morresse após o ato, mordia o pescoço e brincava ao tocar a xana de Alicia em chamas inundada pelo gozo. A mãos e dedos seguiram o curso natural um a um dançavam por aqueles caminhos tão desejados.&lt;br /&gt;Sentindo o gozo próximo Alicia para, deixando a companheira entregue ao próprio prazer, enquanto ela se toca, lambia-lhe o clitóris, envolvia a vulva com sua boca, mordiscava os pequenos e grandes lábios, voltou ao clitóris freneticamente sob o som único dos seus gemidos.&lt;br /&gt;Onde estariam os outros corpos? O Dark Room era só delas deitaram-se incessantes, Alicia sentiu os dedos fortes invadirem-na por todos os cantos uma dupla, uma tripla penetração.&lt;br /&gt;Arqueou o corpo, queria a luz da lua, as estrelas de súbito a cortina se abre, toda a luz da pista cai sobre seus corpos.&lt;br /&gt;O grito e choro do gozo param a pista, corações rápidos, uma única palavra:&lt;br /&gt;_ Laís&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;by deiabatista&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6731395-108122368986226482?l=lesvairadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108122368986226482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6731395/posts/default/108122368986226482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesvairadas.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108122368986226482' title='Dark Room'/><author><name>andreia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14235550820254631992</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
